2 de agosto de 2009

So Long and Thanks for All the Fishes

Meu caros Amigos, 
Soubessem vocês o quão difícil é olhar para as coisas pensando que não irei vê-las durante um bom tempo. Me despedir de cada centímetro de terra que cultivei pacientemente ao longo dos anos, cada sorriso que, maravilhada, desenhei em meus olhos sem nunca cansar.
É mais do que claro minha ida, um pedaço dói e quebra, outro tenta, de olhos vendados, seguir em frente e tentar alcançar o sonho. Não sou corajosa, não sou uma aventureira, choro mais do que aprecio e, cada dia mais, a idéia de ir bate em minha cabeça e não há mais como fugir.
Soubessem vocês o quanto mata olhar seus sorrisos e desejar, com uma força absurda, matar a todos e guardar os belos risos só pra mim em uma caixa enfeitada de memórias. E assim, vou deixando na mão de cada um, um pedaço míudo do nad que sou eu, vou colocando em caixinhas perto do coração , as flores que cultivei com tanto amor e reguei com cada alegria e tristeza que vivemos em tempos ininterruptos. Caros amigos, irmãos, amores, se puxarem a fita que repousa nessa caixa-sem-valor-algum tomem muito cuidado , pois as lembranças viram borboletas sem destino, que perduram, sem poder contornar, somente um dia. Um dia para poder valer todos os dias de nossas vidas; não é fácil.
Agora quero me tornar borboleta nos olhos de cada um, sem drama nem receio - somos felizes.