mesmo com todas as cores, todos os tons, todos os sons....
mesmo sabendo de tudo e pensando em nada
mesmo sonhando
é díficil prever o que pode acontecer.
e esse tempo que passa no intervalo do meu nada e do que sei, fico instável, fico presa e tento meditar a respeito do que poderia ter feito pra ser diferente. ou se não poderia ter feito nada.
acabei presa entre minhas contradições e minhas canções. presa entre o espaço atemporal de minha mente difusa. de meu caminhar perdido. Não sei mais de que cores pintar meu quarto, ou que tons eu tenho no meu cabelo.
Não sei mais se é mais ou menos, se as medidas estão certas e se eu conheço essas pessoas. Pessoas?
Aqueles que caminham, aqueles que cantam, os que choram principalmente...aqueles que tento alcançar, mas ainda só vejo as costas. Os meu ídolos perdidos, o meu futuro incerto. A minha eterna instabilidade.
Às vezes esqueço pra quem escrevo, esqueço o por que das coisas. Às vezes, só às vezes, tento ser só e não pensar em ninguém. mas não consigo esquecer as paixões.
Um brinde aos loucos.
23 de abril de 2008
19 de abril de 2008
Primeiro momento
eu já devia te feito isso
para falar a verdade eu nunca deveria ter começado.
e, sei também, que, acima de tudo, fica parecendo um desabafo estúpido feito por alguém um pouco mais estúpido e deprimido.
- Cortem meus pulsos, eu diria, se fosse essa a situação.
acabei acreditando em tanta coisa, que nada pra mim ia dar certo, que era mais fácil tecer aquele belo castelo de princesa...que isso resolveria tudo.
parei de escrever, me concentrei em ser um animal selvagem que não conhece nada, me concentrei na minha própria "umbigüidade", no meus próprios medos. Tentei não ser e tentei esquecer quem foi e quem é. Tentei esquecer que sou eu mesma; me vesti com outras roupas e pintei meus olhos.
não sou artista, muito menos sou escritora. Meus olhos não sabem enxergar as cores certas e é difícil perceber os contornos.
não sou musicista, não sou estranha. Não tenho vicios.
passei a dizer minhas palavras pras paredes de meu quarto, cantar minhas músicas para meu aparelho de som. tentei pintar em cima de telas de Monnet e Picasso. foi em vão. consegui riscos e rabiscos em meus lençois, traças devorando minhas letras e coroendo os fios do som, mariposas coladas em meio à tinta grotesca e cores abusadas.
não sei se consigo dançar ainda.
não sei mais sentar em cadeiras e mal consigo acender um cigarro.
não sei por que estou aqui, sentada, escrevendo e fumando meu cigarro. aprendi a descrer nas coisas que vêm. aprendi a só viver. e agora, pouco a pouco, vou reconstruindo o castelo desmanchado pelas ondas e recolocando as peças de um longo quebra-cabeça de feriado.
tentei ser fusa, mas só acabei esquecendo por que sê-la.
para falar a verdade eu nunca deveria ter começado.
e, sei também, que, acima de tudo, fica parecendo um desabafo estúpido feito por alguém um pouco mais estúpido e deprimido.
- Cortem meus pulsos, eu diria, se fosse essa a situação.
acabei acreditando em tanta coisa, que nada pra mim ia dar certo, que era mais fácil tecer aquele belo castelo de princesa...que isso resolveria tudo.
parei de escrever, me concentrei em ser um animal selvagem que não conhece nada, me concentrei na minha própria "umbigüidade", no meus próprios medos. Tentei não ser e tentei esquecer quem foi e quem é. Tentei esquecer que sou eu mesma; me vesti com outras roupas e pintei meus olhos.
não sou artista, muito menos sou escritora. Meus olhos não sabem enxergar as cores certas e é difícil perceber os contornos.
não sou musicista, não sou estranha. Não tenho vicios.
passei a dizer minhas palavras pras paredes de meu quarto, cantar minhas músicas para meu aparelho de som. tentei pintar em cima de telas de Monnet e Picasso. foi em vão. consegui riscos e rabiscos em meus lençois, traças devorando minhas letras e coroendo os fios do som, mariposas coladas em meio à tinta grotesca e cores abusadas.
não sei se consigo dançar ainda.
não sei mais sentar em cadeiras e mal consigo acender um cigarro.
não sei por que estou aqui, sentada, escrevendo e fumando meu cigarro. aprendi a descrer nas coisas que vêm. aprendi a só viver. e agora, pouco a pouco, vou reconstruindo o castelo desmanchado pelas ondas e recolocando as peças de um longo quebra-cabeça de feriado.
tentei ser fusa, mas só acabei esquecendo por que sê-la.
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