23 de abril de 2008

Segundo momento

mesmo com todas as cores, todos os tons, todos os sons....
mesmo sabendo de tudo e pensando em nada
mesmo sonhando

é díficil prever o que pode acontecer.
e esse tempo que passa no intervalo do meu nada e do que sei, fico instável, fico presa e tento meditar a respeito do que poderia ter feito pra ser diferente. ou se não poderia ter feito nada.

acabei presa entre minhas contradições e minhas canções. presa entre o espaço atemporal de minha mente difusa. de meu caminhar perdido. Não sei mais de que cores pintar meu quarto, ou que tons eu tenho no meu cabelo.

Não sei mais se é mais ou menos, se as medidas estão certas e se eu conheço essas pessoas. Pessoas?
Aqueles que caminham, aqueles que cantam, os que choram principalmente...aqueles que tento alcançar, mas ainda só vejo as costas. Os meu ídolos perdidos, o meu futuro incerto. A minha eterna instabilidade.

Às vezes esqueço pra quem escrevo, esqueço o por que das coisas. Às vezes, só às vezes, tento ser só e não pensar em ninguém. mas não consigo esquecer as paixões.

Um brinde aos loucos.

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