15 de junho de 2011

Deception [perception]

é tão triste acordar de um sonho, parece que a máscara de todos começam a cair e você passa a se ver melhor no espelho. Sabe quando não gostamos do que vemos?
Não gosto de nada que vejo,
sei que as coisas são belas, então tenciono a acreditar que não gosto dos meus olhos, sinto que eles ficaram distorcido.
me sinto enganada pela visão, pelas palavras, pelos gestos
Me sinto enganada por tudo
estou desapontada, no sentindo mais literal que poderia ter dessa palavra
- sem ponto algum -
(des)feita
(des)pretenciosa
(des)pedida
(des)apontada

queria poder me sentir desprendida, mas é o único "des" que não me acompanha, não sei nem por que raios.

Num segundo tudo parece ser maravilhoso, estar apaixonada, ser desejada, querida, se sentir pessoa e presença. Tudo isso parece um banquete tão lindo, que é impossível negar. Mas é um banquete de bruxa da branca de neve.
A maçã nos envenena
O vinho é vinagre
Tudo montado perfeitamente
- ao cortar o porco, vejo os vermes -

queria poder ter um norte, qualquer um
Poderia existir algum lugar que alugasse isso, até que nos encontremos
queria uma placa com qualquer destino

- qualquer direção-

me sinto desprotegida, exposta, maculada, sem um pedaço de mim mesma.

não sou ninguém
posso ser qualquer coisa

nada realizei, não fui amada por quem amei.
é como saborear ser infeliz

num segundo o mundo deu uma volta de um milhão d anos e tudo ruiu
desmantelou-se
evaporou-se no fino ar que separa todas as nossas sensações.

querido deus que existe em algum lugar, ouça qualquer um dos meus pedidos, o menor, o mais insignificante, qualquer um deles.

Decepção

14 de junho de 2011

A (des)evolução e o amor [ou uma carta aos bons amigos]

Me aconselharam a escrever sobre a evolução humana, coisa que é quase descrente para mim. Assim como estou agora, escreverei sobre a evolução da amizade, a evolução do amor – do sangue – do nada, da confiança.

É difícil se entregar a um amigo, sentir seu sangue e suas tristezas mesmo a quilômetros de distância....- talvez isso seja a evolução -.

Mesmo sendo hipócrita e ruim, quero a melhor das vidas a quem amo, e aos meus amigos se pudesse daria toda minha alegria e todo meu calor, pois é melhor morrer do que viver sem amar, sem companhia, sem amigos.

Comer um bolinho é legal, mas com os amigos o açúcar traz, realmente, mais doce às nossas vidas.

Talvez, se temos uma função na vida, essa seja a minha. Poder passar todo esse amor, toda essa psicologia infantilizada, não imatura, mas pura e cheia de criancice.

-As coisas se tornam tão circenses.-

A evolução é um conceito equivoco. É uma pressão existencial. “Temos que evoluir!”. Nunca se sabe pra onde ou pra quem. É uma eterna hipocrisia e paradoxo, por isso não me prendo a escrever sobre.

Almir Sater dizia “Ser mais forte do que as leis”, isso para mim é a amizade, somos mais fortes do que tudo, até mesmo do que nós mesmo quando temos amigos. É como cuidar de um grande jardim florido.

As flores exigem, mas nunca a mais do que você pode. Se você virar o olho, se esquecer de regar, conversar, perceber, admirar e olhar, não vale mais, se deteriora. Existem muitas pessoas que cultivam lindos jardim, os regam, podam, cuidam, adubam, mas se você nunca conversar com as flores, elas nunca vão exalar o verdadeiro aroma; isso é um amigo.

Um amigo é como parar todo dia para cheirar uma flor...Por mais banal que pareça é essencial para atribuir paz, sossego e, acima de tudo, amor e poesia.

Letra e música, sorriso e lágrima. Não estamos mais sozinhos. Não podemos estar.

Nos sentimos tão fortes na nossa fraqueza, preferimos estar sozinhos para não trazer sofrimento a quem amamos, mas o amor é isso. Não estar solitário, poder ter, não só palavras de alegria e certeza, mas só um braço, um colo, um ombro.

Como é bom ser acalentado por aquela voz, por aquele toque – Tão simples e tão inteiro - .

Ah, como me derrubo por amizades! Aprendi a saber que minha força pode se tornar a força daquele que amo e isso é quase um jogo de azar, onde não sabemos que carta irá se virar e todo o processo é uma adrenalina e prazer.

“Tudo por não estarmos distraídos”, diria Clarice Lispector. Esperamos tanto que perdemos de vista as coisas mais simples e mais importantes.

Andando pela vida assim, me dou inteira a quem eu amo e sei, sem ser orgulhosa de mim mesma, que me amam...Isso é raro.

Isso é a evolução da espécie. É um equivoco do homem acreditar nessa evolução solitária, que nossa espécie, isoladamente, está evoluindo. Mas que mentira descarada.

Eu só cresço, só acredito, só subo meus degraus, pois não estou sozinha, tenho eu mesma e, além disso, tenho quem me ama. Ah, quem me ama!

“Um lance de dados nunca anulará o acaso”, frase bem dita, por mais que não lembre de quem, faz parte de mim. O mundo nos evolui, a vida, as sensações da alma.

No fim, a evolução se torna mais espiritual do que carnal – como acreditamos ser.

Sentir a alma aquecer.

22/05/2011
Lia Godoy
Águas de São Pedro, esquina da igreja, noite de sábado estrelada e amada;
Apartamento 11, eu e eu me
"Dependente" de Gastronomia no Senac

14 de maio de 2011

Avenida Paulista

Setxa-feira, pós chegada em São Paulo. Que dia corrido...Vontade de fazer nada, dar meia volta e voltar para casa. Para não se decepcionar.

Paulista às 8h15min, noite, ônibus cheio, trânsito na Dr.Arnaldo.

"Bem-vinda à São Paulo!"

Como é bom sentar numa mesa e tomar uma cerveja com os amigos. O tempo sempre passa mais rápido e as conversas costumam ficar mais engraçadas.

Fazia mais de mês que não lembrava mais o que era isso.

O Outono na Avenida Paulista, sempre a chuviscar e, nós, sempre a aproveitar.


13 de maio de 2011

Dolce&Gabbana

Como se num aroma pudesse me transportar para um rio de lembranças. para um oceano de delírios.

Em cada curva dos cachos de meus cabelos ou até mesmo seus. Curvilíneos.

E do resquício de memória desse formosura aos passos desapressados. Fazendo do simples andar – dança.

Percorria assim universos, atravessava continentes mágicos em minha cabeça. Tudo por um leve aroma carregado pelo vento brevemente, mas repetidamente.

Assim eu sabia, que o amava. Ou pelo menos achava que amava.

Num cheiro sentir o toque ou, até mesmo, ouvir a voz. Sentir êxtase, excitação. Me deliciar com as reações de meu corpo e de minha alma.

Era como se ele estivesse em cada esquina de minha mente, cada canto de minha sala. O lugar denunciava as tentações de meu coração. A sala era agora um santuário de sensações.

Sentir o peso de seu corpo, a força de seus braços envoltos em meu corpo. E no abraço da vida passar todo ardor, toda sua fragrância enroscando nas linhas de minhas roupas, marcando no tempo uma leve despedida.

Despedida de tudo, até mesmo dele. Até mais.

Um beijo, um aceno, uma porta fechada novamente. O prazer de assistir a pessoa amada partindo, admirar as costas tão únicas do nosso objeto de desejo.

Tudo isso contido num lapso de um aroma. Fechar os olhos e ser transportada para a cena novamente. É realmente como se pudesse ouvir sua voz de maneira clara.
Tudo num sussurro.

Num segredo de amantes.

Aí se encontra um dos maiores mistérios da vida. O olhar dos amantes, um olhar soturno.

Faceiro.

A sensualidade contida em cada palavra, o fim denunciado em cada suspiro desavisado. A beleza terna de algo que está fadado a acabar.

Misterioso e sombrio como andar numa corda bamba, de olhos fechados.

Desafiando o destino e todos seus deuses.

A beleza intrínseca num tocar a mão, toda a irrealidade do contato. A impossibilidade de se alcançar.

- Tanta infinitude. Tanto sonho.-

Tanta incerteza.

Não sei se me apaixono pelo homem ou pelo cheiro. Se assim for compro um frasco de seu perfume e assim deixo as preocupações de lado para viver.

Literalmente, um amor de perfumaria.

22 de abril de 2011

Dear Enemies: Warning!

Talvez não seja o que todo mundo espera de mim, talvez não seja o que espero de mim mesma. Não tenho mais certeza de mais nada.
A única certeza que eu tenho é que não posso passar meus dias sentada analisando cada passo antes de dá-lo, deduzindo reações, desejando sentimentos e sorrisos.
Não posso ficar esperando que surja uma bola de cristal que diga para mim o que irá acontecer.

- Isso nunca vai acontecer.

Posso levantar todo dia e desejar ter um bom dia. Sair na rua e olhar o mundo com a serenidade que meus olhos podem possuir. Sentir o fluxo do ar, a corrente do rio.
Posso, todo dia, ir dormir e anotar meus mais profundos desejos num papel e ter a breve certeza que eles irão se realizar.

Usando do maior dos clichês: Na vida não se tem garantia de nada. É realmente pegar ou largar.

Estou num momento de variação. Pego coisas novas e às vezes largo outras, para não acumular peso em minhas mãos - como buscar conchas na areia da praia.

Talvez eu esteja seguindo por um caminho que não seja dos mais bonitos ou corretos. Fechei os olhos para que assim seja mais difícil de julgar.
E como julgam. E como vivem no próprio umbigo essas pessoas. Desviando suas responsabilidades, seus erros. Atirando tudo isso em cima de outros....

Ah!Eu vou me embora daqui! Um dia levantarei, olharei o belo céu, sentirei o fluxo do ar, admirarei a corrente das águas...arrumarei minha mala e partirei para a imensidão desse mesmo céu.
Pegarei minhas roupas preferidas, meus livros mais amados, meu lápis, minhas tintas. Meus amores colecionados. Minhas despedidas escritas.
Seguirei adiante para outro lugar muito longe deste onde estou.

Somos todos muitos pretensiosos...
A pretensão é um veneno
- uma desgraça.

Não é possível ficar a vida inteira se observando para não cometer um erro sequer, analisando, minuciosamente, seus sentimentos, seus desejos.
Não há tempo para ponderar mais.
O tempo está sendo arrancado de nós.

Ajusto meu despertador para o dia que já foi.
Fecho os olhos e só espero ter bons sonhos.

Ninguém pode tirar de mim o que já passou.
- Todos meus sentimentos são só meus.





[dot.]

24 de março de 2011

Véspera outra vez

Ontem estava conversando com uma amiga minha sobre a problemática do aniversário....
As pessoas costumam falar da importância das idades com a frase:"Você só faz (tantos anos) uma vez na vida!".
Bem que é só uma vez na vida é fato.
As outras idades também, não é?
Pelo que eu me lembre não fiz 1 ou 2 ou 3 anos mais de uma vez.

Porém amanhã será duas vezes dez, 2 x 10.
Ah como a véspera é sempre longa.
Revejo o que escrevi em cada véspera da minha vida.
Refaço todo um caminho de vida, lembro de épocas e momentos.

20 anos.
- 20 anos de Lia.
Ainda me mantenho achando um mistério essa tal Lia que parece que a cada ano que passa fica cada vez mais incompreensível.

Hoje é a véspera de mais um degrau escalado.
Pra sempre na memória

Hoje é meu último dia nas DEZenas
dizer que acredito que este é um momento importantíssimo.
a dez anos começei a tecer meus caminhos, fazer minhas escolhas
dez anos antes disso começou minha vida.

desde aquele dia, 25 de Março de 1991, às 20h59min, 19 anos, 11 meses e 29 dias se passaram.

Falando assim a gente entende a grandiosidade disso tudo.
As dimensões.

Hoje é a véspera.
Amanhã é nunca mais.

16 de março de 2011

Fricções

Meus dias andam passando com uma notoriedade incrivel....
Preencho cada brecha existente de música e tento não esquecer de minhas origens
Tento lembrar de todos os meus nomes, cores, todos meus sons, meus sabores, meus cheiros. Tento lembrar de tudo aquilo que pertence somente a mim.
Esqueço, ou pelo menos tento esquecer, tudo aquilo que estabeleceram pra mim.
Já perceberam que às vezes alguns pensamentos que passam na sua cabeça não são seus, mas sim de pessoas que exercem em sua mente relevância inexplicavel.

Eu só posso ser eu mesma, mas pra tanto já existem tantas possibilidades....pra que perder seu tempo tentando ser outra pessoa?
Já não é fácil ser si mesmo, já não é fácil recriar-se, reinventar-se - somos párias dentro de nós mesmos.

A simplicidade das coisas se perde com uma facilidade mágica.
Tento, suplicantemente, viver de acordo com minhas próprias regras. Tento não me enganar - nunca disse nada sobre enganar os outros. -

Acredito que somos todos sobreviventes nessa grande maré.
Sobreviventes por que não é fácil ir na outra direção.
Por que cansa nadar tanto assim.
Sobreviventes por que a maré é tão atraente...
Por que ela permite que nosso corpo só vá, sem peso nem diferença...
Somos sobreviventes de nossos próprios corpos e vontades.

Sobrevivo, batalhando comigo mesma e tentando esculpir um corpo próximo à minha mente.

3 de março de 2011

Incertezas das 3 da manhã

Acho que as pessoas dizem - ou pensam - que o ideal é escrever quando se tem algo para dizer ou mesmo...escrever. Não sei bem se concordo.
Neste momento estou numa madrugada de quinta-feira, 3 de Março, tenho certeza abas vezes absoluta de que não tenho nada a dizer, mas isso não me desqualifica para escrever boas linhas. Escrevo, muitas vezes, quando tenho nada a dizer, quando quero ficar quieta ou simplesmente quando quero passar o lápis no papel ou ouvir os intermináveis "tec tec tec tec" que acabam me tranquilizando.

É mais fácil escrever quando sabemos, por que senão fica complicado e maçante, cada palavra demora uma eternidade. Isso acontece por que ficamos presos na obrigação de "querer dizer algo", quando muitas vezes não é bem isso.
Deviamos levar a escrita como deviamos levar nossos relacionamentos: um dia por vez.
Calmamente.
escrever uma linha por vez, deixar que as palavras liguem e o pensamento não existente se forme, num passe de mágica.
Se pudessemos levar as coisas assim, tranqüilamente, sem "querer dizer" nada, as coisas simplesmente aconteceriam, numa forma natural. Despojada.

Sei que posso não estar fazendo sentido algum, porém essa não é a questão.
Às vezes fico a me perguntar se temos sempre que fazer sentindo? Se temos que ter sempre certeza das coisas?
Eu não tenho certeza de mais nada e nem faço questão de ter, claro que a certeza nos dá uma segurança.....porém não é uma certeza real, as coisas a acontecer de formas não premeditáveis. Possuímos só certezas temporárias e muitas vezes quando elas se vão nos decepcionamos.
Talvez seja melhor não tê-las e não se decepcionar, somente viver as coisas, sem esperar por nada.

Só desejar.

É só uma questão de ponto de vista ou de partida.

1 de março de 2011

Sem direções ou vetores

Trilhamos caminhos que nem sempre são aqueles que escrevemos para nós mesmos.
Nossos caminhos nunca estão escritos, nem sinalizados e, principalmente, não há limite de velocidade.

Estabelecemos planos, metas, desejos, vontades. Combinamos coisas, prometemos outras. Cria-se expectativa, mas não há prazo de validade.

Não pode haver pressão, nem vsita grossa, nem desconfiança - o caminho desaba, apaga, fecha.

Meus caminhos cuido eu, como vou andar por eles, se será caminhada, coopper ou passeio - gosto de passear.
O bom de andar devagar é poder apreciar a paisagem em volta, se ater aos detalhes, conhecer o solo em que se pisa, criar certeza de sua direção. Mas não é correr.

Correr solta os cabelos, cria vento no rosto, no corpo, na barriga, na alma. Um friozinho, uma incerteza de onde se pisa, se irá tropeçar. Correr liberta.

Acho que o ideal é saber balancear os dois, andar quando se quer andar e correr quando se quer correr e não é errado parar para descançar, tomar o ar, respirar 1, 2, 3, quantas vezes achar necessário, replanejar a rota, ver se seus pés não estão em seu limite, se os seus músculos não irão estorar.

É importante saber seu próprio limite, respeitar suas limitações, estendê-las conforme o possível, mas nunca abusar.
De que vale terminar um caminho sem nem ter entendido por que raios ele foi andado? De que vale andar sem saber onde anda?

Devemos fechar os olhos e imaginar esse caminho sem fim, limite ou lincença de nossa vida. Imaginá-lo, colori-lo, produzir personagens que possam estar em sua paisagem, toda a paisagem. Imaginar o ar que irá respirar, a cor do vento, o som do rio....se terá rios.
Devemos fechar os olhos e tomar nosso tempo.

Se por ventura alguém vier lhe apreçar sempre diga:
"Agora não, estou vendo para onde vou."

23 de fevereiro de 2011

Só pra constar.
Não pretendo esquecer de escrver esse ano, como foi no ano passado
Alguém muito inteligente me disse para escrever o que sinto, pois sei fazer isso muito bem;
Pois então que seja assim mesmo.

Posso prever que este será um ano cheio de sensações (como já anda sendo).

Segunda postagem do ano de 2011
com promessas para muitas outras
Quem diria que um dia as coisas seriam desse jeito.
Eu, tão pequena, tão estabanada, tão apaixonada....eu tão eu...eles tão eles.
Um arrepio sempre a correr pela espinha, deixando o ar para trás, deixando as pernas afundarem no solo feito areia.
Não sentir-se mais sozinha num espaço de eterno vazio.

Tremer de medo, de paixão, de um tesão intransponível. Tremer de amar, de expor, de sofrer..Tremer de alegria
Tremer por tremer, por esquecer das pernas, da razão, das mãos, dos olhos, de si mesma - a ponto de, por uma fração de segundo, se transformar em outra.

Quem diria que nunca me esqueceria, quem diria que o tempo iria passar assim? Quem nunca disse isso?
Assim, só assim, passeamos para fora de nossas linhas, conhecemos outros países dentro de nós mesmos, nos arriscamos, caímos, falhamos....mas sempre criamos.

Criar amor.
Mesmo que seja amor sem vista ou volta, mesmo que seja de perfumaria, de vitrine, de sexo, de sonho, de música. Criar amores para a vida toda, o tempo todo.

Assim sendo, encerro meu eterno monólogo e desço deste palco que montei por longos 20 anos, prometendo sempre retornar. Já sei que serei uma eterna apaixonada, uma eterna amante, viverei sempre um eterno amor, cada vez diferente.
Mas não preciso mais ficar em pé num palco empoleirado em minha mente até sangrar os pés.
Faço da vida meu palco.

E sorrio.
Sorrio, pois a vida pode precisar sempre de um belo sorriso apaixonado.