Neste momento estou numa madrugada de quinta-feira, 3 de Março, tenho certeza abas vezes absoluta de que não tenho nada a dizer, mas isso não me desqualifica para escrever boas linhas. Escrevo, muitas vezes, quando tenho nada a dizer, quando quero ficar quieta ou simplesmente quando quero passar o lápis no papel ou ouvir os intermináveis "tec tec tec tec" que acabam me tranquilizando.
É mais fácil escrever quando sabemos, por que senão fica complicado e maçante, cada palavra demora uma eternidade. Isso acontece por que ficamos presos na obrigação de "querer dizer algo", quando muitas vezes não é bem isso.
Deviamos levar a escrita como deviamos levar nossos relacionamentos: um dia por vez.
Calmamente.
escrever uma linha por vez, deixar que as palavras liguem e o pensamento não existente se forme, num passe de mágica.
Se pudessemos levar as coisas assim, tranqüilamente, sem "querer dizer" nada, as coisas simplesmente aconteceriam, numa forma natural. Despojada.
Sei que posso não estar fazendo sentido algum, porém essa não é a questão.
Às vezes fico a me perguntar se temos sempre que fazer sentindo? Se temos que ter sempre certeza das coisas?
Eu não tenho certeza de mais nada e nem faço questão de ter, claro que a certeza nos dá uma segurança.....porém não é uma certeza real, as coisas a acontecer de formas não premeditáveis. Possuímos só certezas temporárias e muitas vezes quando elas se vão nos decepcionamos.
Talvez seja melhor não tê-las e não se decepcionar, somente viver as coisas, sem esperar por nada.
Só desejar.
É só uma questão de ponto de vista ou de partida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário