17 de janeiro de 2009

E assim fico eu, ouvindo o cigarro queimar enquanto susas mãos, tão conhecidas, dançam interminavelmente. Como um êxtase. É dessa forma, só assim, que eu me perco em seus dedos e em seus olhos de menino que me fazem desejar me afogar em seu corpo.

Desse jeito, tão inocente, tão sem saber o que faz com meu corpo, que eu me perco e me apaixono e, no meio de tudo isso, me encontro em cada palavra sua, cada suspiro, cada riso de criança, cada som. E eu aqui, somente assistindo e me deixando ser vento e tormenta, com meu cigarro na mão.

Espero meus olhos se encontrarem com os seus, que brilham e eu não entendo o brilho e me sufoco nele, nadando feito criança no carnaval. Queria ser seu toque, sua alma, sua maluquice; queria que você soubesse de cada letra perdida no dicionário que me envolve e com seus movimentos - eu danço.

E assim estou, sempre perdida no seu cheiro e nas suas mãos que vem e me pegam de surpresa. Só assim que eu consigo sorrir amando, e é tanto amo que me transbordo e me esqueço.

Nenhum comentário: